
As ambições da OTAN
para ser
a polícia do mundo
se enfrentam com a resistência dos povos
Detenções
administrativas de centenas de jovens que cercaram
a sede da OTAN em
Bruxelas, contra a invasão no Iraque e no Afeganistão
A
cúpula da OTAN em Bucarest, que reúne os chefes de estado dos 26 países membros
da Aliança, expressou as ambições da OTAN de ser a polícia do mundo com grandes
resistências dos povos vítimas destas guerras, a elevação de uma frente
objetiva antiimperialista entre a China, Russia, os Estados Revolucionários da
América Latina e do Oriente Médio e Próximo, e a oposição da população, em
vários países europeus como no Canadá e no próprio EUA, contra esta corrida
infernal aos armamentos e à guerra.
Não é casual que a
Cúpula colocou como objetivo essencial a «obrigação de ter êxito no
Afeganistão» . Desta forma, impor a autoridade do governo de Karzai e das
tropas de ocupação da Isaf e dos EUA em todo o país, e exigir respeito dos seus
vizinhos, Irã e Paquistão. Para esse objetivo, decidiram aumentar a
participação dos países membros em soldados aptos aos combates, em material
logístico, em aviões capazes de carregar armas atômicas (os F-16), e
estabelecer uma estratégia por muitos anos de presença otaniana nesta região.
A cúpula da OTAN resolveu
também integrar-se ao sistema de escudo anti-mísseis que já está sendo
instalada na Europa, através de acordos entre os EUA e os governos checo e
polaco. Estes mesmos acordos foram firmados solenemente em plena reunião em
Bucarest e receberam o aval de todos os países além da resolução de preparar um
sistema anti-mísseis capaz de cobrir todos os países europeus. Da mesma forma,
o Irã foi designado como o «inimigo » contra o qual há que se proteger.
A OTAN busca
reafirmar a vontade de muitos governos dos países membros e, em primeiro lugar,
a dos EUA, de passar por cima das Nações Unidas, de conseguir o que se chama
«uma aliança das democracias» com o objetivo de caçar os «extremistas e os
terroristas» em qualquer lugar do planeta, de sair na defesa de qualquer de
seus membros, seja fora ou dentro do território; dá maior destaque a assegurar
o abastecimento energético dos seus membros.
Estas são suas tres metas fundamentais. Mostram que, apesar dos
fracassos do imperialismo
Isso é o que se
propõem. Outra coisa é saber se vão conseguir
realizar.
A firme oposição da Rússia ao escudo
anti-mísseis, à integração da Georgia e
Ucrania à OTAN, e ao reconhecimento da cisão do Kossovo,
é um apoio à luta das
massas na Europa que não aprovam essa corrida armamentista. Da
mesma forma, é
importante a decisão do governo do Irã de não
ceder às intimidações tanto dos
yanques, da União Européia e da OTAN. O Irã sente
a sua resistência apoiada
pelos Estados revolucionários da América Latina, pela
Rússia e pela China.
É preciso recordar que a
OTAN participou das manobras navais dos EUA no
Caribe desde o ano 2007, com o pretexto da luta contra a droga e de
proteção ao
«território holandês» ao redor da costa
venezuelana. Era uma manobra tanto
política como militar, contra Cuba, e contra o governo
revolucionário da
Venezuela e os novos Estados revolucionários da América
Latina. Por isso, é
muito importante o atual projeto de integração militar
latino-americano
independente dos Estados Unidos para impedir esta pretensão da
OTAN de ser a
polícia do mundo.
Comitê de Vigilância contra a Otan na Bélgica